terça-feira, 1 de março de 2011

Um lance de segunda

Depois de um longo período, resolvi reativar ou reavivar (dependendo do ponto de vista) o meu blog. Durante esse tempo, voltei para a faculdade de jornalismo e estou fazendo assessoria de imprensa para a Cinemateca Brasileira.
O foco do meu blog não vai ser contar histórias da minha vida e sim matérias jornalísticas ou cronicas que vou escrever.
A primeira delas, é uma cronica sobre a rivalidade em um time de volêi. Isto nunca ocorreu, mas vale a pergunta, quem seria eu?


Um lance de segunda

Alguns ano atrás, quando jogava vôlei na escola, ou melhor, pensava que seria a maior revelação da modalidade e criticava todos os que não eram capazes de jogar comigo, na verdade até hoje penso isso, apesar de ter fracassado no esporte e ter adentrado ao mundo da lógica e dos cálculos, onde estou até hoje.

Toda essa introdução, foi para falar das pessoas que não eram capazes de jogar comigo, principalmente de um tal levantador. Um menino, atualmente com 22 anos, que na verdade eu não gostava e com uma relação reciproca, ele sentia o mesmo por mim. Com muita habilidade, seus levantamentos eram perfeitos, colocava a bola onde queria, menos na minha mão, talvez porque eu sempre o criticava e xingava, além de dificultar todas as bolas para ele.

Mesmo com toda nossa intriga, nosso time chegou a final do campeonato interno do colégio. Enfrentaríamos uma equipe, digamos que fraca, mas era a “zebra” do campeonato. Os outros jogadores do time morriam de medo de perdermos o jogo devido a minha intriga e eu também. Pensei em fazer um acordo com o levantador, mas não fiz. Era muita orgulhoso para expor meus problemas, ainda mais para um “inimigo”.

O começo do jogo foi fácil, vencemos o primeiro set. Quando pesei, agora é hora de sacanear com ele e sair como o herói do jogo. Xinguei, passei as bolas mais difíceis para ele. Deu certo, ele perdeu a confiança e cometeu erros absurdos. Me senti o máximo, mas por causa disso o outro time passou a gente. Do paraíso fui ao inferno. Ponto a ponto o final do jogo estava disputado. A escola inteira torcia pelo rival. Toda a tensão podia ser sentida a quilômetros de distância.

Nos momentos finais, salvei uma bola quase no chão e viramos o jogo. Se fizéssemos o próximo ponto, iriamos vencer. Passei a jogar como nunca e pensei que ser considerado o herói do jogo seria coisa de segundos. Defendi a bola com um passe perfeito para o levantador, era só ele levantar para mim que cravaria a bola no chão e, então, sairia como o melhor em quadra. Respirei fundo, pulei para corte, meus pensamentos estavam a milhão. Quando fui cortar, Em uma fração de segundos, a bola já estava no chão. Gritos, abraços. Tínhamos vencido o jogo. Num lance de segunda, o levantador foi o herói do jogo.

sábado, 31 de julho de 2010

O Fim


Cá estou eu, num albergue em Londres, esperando o tempo passar para ir ao aeroporto. Pois é, aqueles 12 meses que no começo pareciam que seriam uma eternidade.
Antes de escrever sobre as minhas conclusões, vou falar um pouco mais do último mês.
Posso dizer que fui um pouco mais baladeiro do que o normal, afinal tinha que aproveitar ao máximo. Minha média de balada por mês sempre foi de 1 vez, ou nem isso. Só nesse mês fui 3 vezes. (Como se isso fosse muito).
Aproveitei meus últimos dias de folga indo pra praia, como Portsmouth e Bournemouth. Aquela com branca do meu corpo desapareceu agora... ainda bem.
O dia da despedida dos estudantes foi bem legal, ainda mais na hora de falar tchau para o Toby e o Joshua. Principalmente com os pais do Joshua que choraram e agradeceram bastante. Falaram que eu fui um dos melhores co-workes que o joshua já teve e me convidaram para ir pra casa deles quando eu voltar. (só Deus sabe quando isso pode acontecer)
Nesse mesmo dia, cada casa fez uma apresentação de “sketch”. Foi bem engraçado. Principalmente quando copiavam as pessoas. Depois disso teve a minha estréia musical na Inglaterra. A minha banda, chamada Feirefis tocou num galpão de metal que tem lá. Bem velho por sinal. O show não foi dos melhores, alguns erros e pedidos para abaixar o volume fizeram parte dele, mas foi um dos momentos que nunca esquecerei.
Trabalhei 3 dias no camping week. Fui num museu de carros e numa piscina com os estudantes que participaram. Pareceu que eles me davam o estudante que estava difícil. Acho que foi a primeira vez que trabalhei diretamente com outros estudantes e não só com os meus.
Bom, depois de despedidas no“pub” e fazendo “fire place”, (violão e fogueira) vim
para Londres. Assisti mais um musical, dessa vez Billy Elliot. Muito bom, a história é
bem melhor que a do We Will Rock You, mas em questão de música o do Queen é
muito melhor.
Como já disse, daqui algumas horas vou para o aeroporto e além das malas, carrego
comigo a experiência de morar sozinho, num país diferente. Enfrentei obstáculo
da língua, cultura (várias no caso de camphill), conviver com pessoas especiais e fazer
delas a minha família enxergando-as com outros olhos. Por exemplo, entender que
eles podem fazer muito mais do que imaginamos, e sim todos eles. E isso acho que
vale para todos no mundo. Tenho certeza que aprendi muita coisa que não percebi que
aprendi, talvez perceba algum dia, mas eu sei que está aqui dentro.
Quem é o Daniel que vai voltar?
O mesmo que veio, mas com duas malas e não só uma. (entenderam a metáfora?)

Para finalizar, o que será desse blog, já que minha vida não será contada mais com
tanta frequência? Se continuar esse aqui falarei mais sobre assuntos jornalísticos e
política, claro que falarei também de futebol.
É isso, um anos se passou.

vixi... tenho que sair senão perco o voo...
fui...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Reta final…







Mais uma vez o tempo passou e meu blog ficou desatualizado, mas aqui estou eu de novo com algumas novidades (na verdade algumas nem tão novas assim).

Nesse tempo tive a “experience week” com o pessoal da minha casa. Fomos ao País de Gales, ficamos por lá uma semana. Todo mundo foi, estudantes, co-workes e etc... Foi uma semana bem legal, estavamos numa casa gigante, em frente ao mar. Fizemos de tudo lá, visitamos um castelo, canoagem, andamos de trem (maria fumaça, bem anos 20), fizemos churrasco na praia entre outras coisas. É bem legal viajar com estudantes. A única parte cansativa foi viajar de ônibus por muito tempo, 7 horas para ir e voltar, além de pelos menos 2 horas por dia em cada pequena viagem. Um dia vimos golfinhos no mar. Wales, como se fala em inglês é um país que nunca imaginava que poderia ter ido, mas hoje eu recomendo a todos que puderem. Muito bonito. O estranho é a língua que eles falam. Só tem “w” e “z”. Ainda bem que eles usam o inglês também.
Depois disso tive meu último feriado e para váriar não fiquei parado. Fui para a Itália, dessa vez sozinho. Passei dois dias em Roma, um em Firenze e um em Veneza.
O tempo estava ótimo, Coliseu me deixou impressionado, não queria sair de lá. O problema é que tudo é muito caro lá... sorvete €4,00. Depois peguei trem pra Firenze. Uma cidade muito bonita, não tinha noção como era legal lá. Ainda mais que a famosa estátua de Davi, de Michelangelo está lá. Esse dia choveu um muito, mas a macarronada que eu comi me fez esquecer a chuva. Só minha vó que é italiana sabe fazer melhor.
Em Veneza esta meio perdido. Ohh cidade fácil de se perder. Ruas pequenas e rio pra todos lados, porém, é linda. Construções antigas, simples e muita gente, muita gente mesmo. Um calor de 30 graus. Acho que só não pulei na água porque falam que é muito suja...

Desde que voltei ao trabalho tenho tentado aproveitar meus últimos “days off”. Fui pra Swanage e Poole. A primeira é uma ilha no sul da inglaterra, muito linda. O único problema de praia nesse país é que a água é muito fria. Já poole, é mais uma cidade com praia. Nesse dia assisti o jogo da Espanha num Pub cheio de espanhóis, o melhor foi que a Espanha perdeu...
Semana passada eu fui em Stonehange pra ver o Solstício de verão. Virei a noite lá até o sol nascer. 20 mil pessoas. É um festival muito legal, mas cheio de gente estranha.

Bom, em tempo de copa do mundo, não é só o Brasil que para. A inglaterra também. Mas o camphill não, na verdade nem tv tem aqui, então faço sempre o possível para assistir pela internet, sempre assisto com o Toby.

É isso, pouco mais de 1 mês eu volto...

Fui!!!!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Euro-Trip.



Euro-Trip.

Depois de alguns dias afastado, aqui estou de novo para contar algumas aventuras!

Bom, tenho que começar falando do meu mochilão pela Europa. Sim, é uma viagem para se fazer somente uma vez na vida. Várias aventuras.

Minha primeira parada foi Lisboa, Portugal. Saí dos 5 graus e cheguei aos 30. Pessoas falando minha língua natal e eu me senti em casa. Perfeito. A cidade é muito interessante, parece muito com as cidades brasileiras. Me lembrou um pouco Minas Gerais e o centro de SP, além da área litorânea. Sem dúvida foi uma das minhas 3 favoritas cidades. Talvez porque eu tenha comido feijoada duas vezes. No albergue era dia de Brasil e um dos brasileiros que estava comigo tinha amigo lá. Então a avó desse amigo fez uma baita feijoada pra gente. O meu lugar favorito foi a praia do Cascais.

A segunda parada foi Madri, bem rápido, apenas 1 dia. É uma cidade legal, grande, mas não me entusiasmou tanto. O meu lugar preferido foi a Plaza Major.

Barcelona... meu segundo lugar favorito. Uma grande cidade em dia de clássico contra o Real Madri. Barcelona campeão. Festa nas ruas. Um pouco mais tímido que no Brasil. Praias maravilhoras, além das mulheres, é claro! Rssss Estava uma temperatura muito boa e quando eu percebi havia perdido o branco que predominava em mim. Pois é, fiquei vermelho. Mas foi tranquilo.

Para chegar em Paris foi meio difícil, pois os trens regionais estavam em greve na França. Pois é, tive que gastar um pouco mais nessa viagem e depois não tinha mais nada nos outros lugares. Paris é maravilhosa, chique, rica em história. Mas não me impressionou muito, talvez porque tudo é muito caro e o albergue era horrível. Mas sem dúvidas vale a pena ir.

Como os trens estavam em greve eu não arrisquei ir para Roma, mudei o trajeto e fui parar em Bruxelas, Belgica. Uma cidade impressionante. Nela está o famoso anjo fazendo xixi. Fiquei hospedado numa casa muito simpática. O chocolate de lá é o melhor do mundo.

Quando cheguei em Berlin, vi que estava no terceiro melhor lugar. É uma cidade rica em história. Eu fiz o free tour. E adorei a cidade. Estava um tempo agradável. As pessoas lá eram muito legais, diferentemente de Paris. Hehehe Lá eu fui em um Campo de Concentração. A energia era muito pesada e acabei desistindo de ver tudo.

Amsterdam, uma cidade um pouco louca. Parece Veneza por causa dos rios na cidade. Mas de vez em quando você tromba com coisas proíbidas em outros lugares do mundo. Eu fiz o free tour de novo, mas não foi tão legal.

Resumindo, tenho vontade de voltar pra Lisboa, Barcelona e Berlin. Quando? Só Deus sabe, ou não.

Quando voltei para o Camphill tive uns tempos diferentes. Novas pessoas na casa. Trabalho. Joshua em tempos difíceis. Agora acalmou de novo.

Semana que vem tem experience week. Vamos com os estudantes para Wales, País de Gales.

Em breve postarei um novo texto sobre essa viagem.

Fui...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Indo...


Com média de um texto por mês, volto aqui para mais um relato dessa jornada que estou fazendo.
Vou começar pelo tempo. A temperatura agora deu uma amenizada, o sol voltou e a primavera chegou, ou seja, várias flores rodeiam a comunidade... tá é mentira, o inverno mais rigoroso dos últimos anos não está muito a fim de ir embora, mas bem devagar está ficando para trás, pois a temperatura agora rodeia os 5 graus pra cima durante o dia, mas à noite, parece que ele (inverno) ganha força novamente. Agora, essa tal de primavera é preguiçosa! Parece que estamos no outono, pois a tipica chuva inglesa predomina aqui. Mas daqui a pouco ela acorda, assim espero! As pessoas falam que o tempo aqui está louco esse ano.
Ontem, completei 7 meses, (essa data ia passar batida, caso eu não resolvesse arrumar meu quarto e achar o papel com a minha passagem de ida) e vejo agora como o tempo voa, penso isso porque parece que meu último texto foi semana passada. Sim as coisas aqui são corridas, cada hora você faz uma coisa diferente, contudo essas coisas se repetem semanalmente, o que faz sentido, seguindo a linha antroposófica para a educação de pessoas especias. É uma ajuda para eles terem noção do tempo. Por exemplo: Quando é manhã, tarde ou noite e qual dia da semana estamos e até mesmo a época do ano, se funciona é outra coisa, pois depende de cada estudante. O Toby entende completamente o calendário, ele sabe o dia, mês e ano; porém, não mostra que sabe. Já o Joshua, sabe exatamente o que tem que fazer em cada parte do dia, mas não tem noção do amanha e ontem. Falando em Joshua, esses dias não vem sendo muito fáceis. Tenho que escrever incident e/ou accident form quase todos dias. Do nada ele agride alguém ou começa a gritar e se jogar no chão. Pelo menos, eu vejo que sou um dos poucos que consegue controlá-lo.
A minha banda já está com algumas músicas próprias e modéstia a parte, muito boas por sinal. Pena que só conseguimos ensaiar uma vez por semana e continuamos sem baterista.
Daqui duas semanas embarco para minha viagem, provavelmente não escreverei nada novo aqui antes disso, então boa páscoa a todos!

Fui...